É sensacional, só vendo (e ouvindo) pra ter ideia da histeria do narrador com o gol do Júlio Baptista:
Haaaaaja vibração, amigo!
segunda-feira, 26 de janeiro de 2009
segunda-feira, 19 de janeiro de 2009
Imprensa que eu gamo
Jornalismo, na prática, é igual a andar de moto: por melhor que você seja, por melhor que você faça, uma hora você erra e cai. Não tem jeito, é assim.
A experiência de redação mostra, para os que já passaram por alguma delas, que checar o nome de um entrevistado, muitas vezes, é tão fundamental quanto ter a inspiração necessária na hora de escrever um texto.
A situação é particularmente desagradável: você produz uma matéria linda e enorme, puxada por um baita furo de reportagem, gráficos, números, aspas contundentes... e só depois de publicada é que você nota que o nome do cara é José e não João, ou que o nome da empresa é Mavena e não Vanema.
Babou, já era.
Foi-se por água abaixo, por um detalhezinho sórdido – mas que nessas horas faz toda a diferença – a senha rumo ao Prêmio Esso. E aí, como diz o nosso presidente, "ô meu, sifu...".
Sensação diametralmente oposta se dá quando você está tranquilão em casa num domingo qualquer, lendo o seu jornal, e se depara com uma barriga (erro, no jargão jornalístico) à la Ronaldo Fenômeno. A não ser que seja obra de um amigo seu, o constrangimento geralmente dá lugar ao escracho total.
Afinal, se errar é humano e se o ser humano é o único aninal que ri, logo rir do erro alheio é a coisa mais humana do mundo.
Prova disso é uma área da Folha Online que descobri sem querer no Google, intitulada "Círculo Folha". Uma espécie de toturial do jornal e do site, o local tem uma parte sensacional, e deliciosamente sarcástica, chamada Antologia do Erramos. Trata-se dos erros mais esdrúxulos, inacreditáveis, colossais, boçais, engraçados, impossíveis e humanos publicados na Folha de S. Paulo.
Tem coisas ali absolutamente maravilhosas, cuja maior função, além de nos fazer chorar de rir, é provar por a mais b que a arte de fazer um jornal diário passa pela ofício de limar as falhas nossas de cada dia.
Como canta Roberto Carlos, "somos seres humanos, não somos perfeitos... ainda".
Abaixo, um apanhado das 14 seções da área Antologia do Erramos:
Pérolas datilográficas
"No artigo 'A nova guerra civil', publicado à pág. 5-7 (Mais!) de 1°/10, onde se lê 'uma menina sexualmente retardada...', leia-se 'uma menina mentalmente retardada...';" (8.dez.95)
Heresias
"Diferentemente do que foi publicado no texto 'Artistas 'periféricos' passam despercebidos', à pág. 5-3 da edição de ontem da Ilustrada, Jesus não foi enforcado, mas crucificado, e a frase 'No princípio era o Verbo' está no Novo, não no Velho Testamento." (7.dez.94)
Gaiata ciência
"O quadro da edição de 9/1 de 'Ciência', referente à reportagem 'Viagra para mulher', à pág. 25 do caderno Mais!, indica erroneamente a vagina no local do ânus. No mesmo quadro, o testículo está incorretamente indicado no local do escroto." (14.mar.00)
Impropriedades literárias
"Diferentemente do publicado na pág. Especial 2 (Acontece) do último domingo (29/11), Arnaldo Jabor, e não Nelson Rodrigues, é o autor de 'Eu Sei Que Vou Te Amar'. Além disso, Rodrigues escreveu 'Vestido de Noiva' (e não 'Vestido de Noite'), e Ariano (e não Adriano) Suassuna escreveu 'A História do Amor de Romeu e Julieta'. " (1.dez.98)
A informação como ela não é
"Diferentemente do que foi publicada à pág. 1-5 (Brasil) de 6/6, o nome do prefeito de Araxá não é Geová Pereira da Costa, mas Jeová Moreira da Costa. Seu partido não é o PFL, mas o PL. O nome da secretária municipal de Educação é Romalia Porfírio, não Porfíria. O instrutor-chefe do Tiro de Guerra na cidade é o primeiro-sargento José Roberto Montandon, não tenente Montanom. O nome correto da escola municipal de Araxá é Escola Municipal Dona Gabriela. Os cerca de cem atiradores que reforçaram a segurança do presidente Fernando Henrique Cardoso na cidade não são de elite." (16.jun.95)
Proezas em língua pátria
" A peste pneumônica é transmitida por gotículas de saliva, diferentemente do que informou o texto publicado na pág. 2-10, no dia 24/09." (28.set.94)
Obs: O texto afirmava que a doença era transmitida por filhotes de perdiz. Quem editou o texto procurou um sinônimo para perdigoto, que pode significar tanto salpico de saliva como filhote de perdiz.
Proezas em língua estrangeira
"Diferentemente do que foi publicado à página 2-9 de 29 de maio, na reportagem 'Estrutura política do Brasil é um desastre', a região da Califórnia, nos Estados Unidos, onde se concentram as indústrias de computadores é conhecida como Vale do Silício." (18.jun.94)
Obs: Em inglês, Silicon Valley. Saiu publicado "Vale do Silicone".
Terminologia jurídica
"No título do alto da página 3-5 (São Paulo) de 7/7. 'Patroa é acusada de roubar empregada', a palavra 'roubar' (mediante violência) foi empregada incorretamente. O certo é 'furtar' (sem violência)." (11.jul.95)
Obs: Esse tipo de erro mereceu seis correções entre 1991 e 1996.
O que está por trás dos nomes
"O músico Carlos Santana é guatemalteco, e não mexicano, como informou reportagem à pág. 4-3 (Ilustrada) de ontem." (12.mar.96).
"Diferentemente do que informou ontem esta seção, o músico Carlos Santana é mexicano." (13.mar.96)
A dimensão das coisas
"A reunião do ministro Eliseu Resende com sua equipe durou quatro horas horas e não quatro anos, como foi publicado no caderno Brasil de 28/03." (30.mar.93)
Desserviço ao leitor
"O escritor Mario Vargas Llosa é um dos latino-americanos que participarão no dia 17 do seminário 'Europa e América 1492-1992, o Confronto de Duas Civilizações', em Turim (Itália), e não Federico García Lorca, como foi citado na edição de ontem da Ilustrada, pág. 5-2. Lorca era espanhol e morreu em 1936." (9.mai.91)
Quando um nome passa a ser um problema
"Diferentemente do que foi publicado na edição de ontem (São Paulo), a rodovia que passa pela cidade de Praia Grande chama-se Pedro Taques, e não Pedro Táxi." (20.nov.99)
Confusões histórico-geográficas
"Diferentemente do que foi publicado à pág. 1-14 (Brasil) da edição de 19/3, a Segunda Guerra Mundial começou em 1939, os EUA entraram na guerra em 1941, a Guerra dos Seis Dias foi em 1967, o presidente Richard Nixon (EUA) renunciou em 1974, Margaret Thatcher assumiu o poder no Reino Unido em 1979, o Muro de Berlim caiu em 1989, e o Iraque invadiu o Kuait em 1990." (27.set.95)
Vale mais que mil palavras
"A foto acima, publicada na seção 'Álbum d' viagem' da Revista d' de 8 de março, foi simulada por Fábio Cardoso de Almeida Filho. Ele nunca esteve no deserto de Neguev, em Israel, e a foto foi feita na praia de Santiago, no litoral norte, a 180 Km de São Paulo. A Folha errou também ao chamá-lo de artista plástico." (14.mar.92)
Divirta-se você mesmo em http://www1.folha.uol.com.br/folha/circulo/antologia_erramos.htm.
A experiência de redação mostra, para os que já passaram por alguma delas, que checar o nome de um entrevistado, muitas vezes, é tão fundamental quanto ter a inspiração necessária na hora de escrever um texto.
A situação é particularmente desagradável: você produz uma matéria linda e enorme, puxada por um baita furo de reportagem, gráficos, números, aspas contundentes... e só depois de publicada é que você nota que o nome do cara é José e não João, ou que o nome da empresa é Mavena e não Vanema.
Babou, já era.
Foi-se por água abaixo, por um detalhezinho sórdido – mas que nessas horas faz toda a diferença – a senha rumo ao Prêmio Esso. E aí, como diz o nosso presidente, "ô meu, sifu...".
Sensação diametralmente oposta se dá quando você está tranquilão em casa num domingo qualquer, lendo o seu jornal, e se depara com uma barriga (erro, no jargão jornalístico) à la Ronaldo Fenômeno. A não ser que seja obra de um amigo seu, o constrangimento geralmente dá lugar ao escracho total.
Afinal, se errar é humano e se o ser humano é o único aninal que ri, logo rir do erro alheio é a coisa mais humana do mundo.
Prova disso é uma área da Folha Online que descobri sem querer no Google, intitulada "Círculo Folha". Uma espécie de toturial do jornal e do site, o local tem uma parte sensacional, e deliciosamente sarcástica, chamada Antologia do Erramos. Trata-se dos erros mais esdrúxulos, inacreditáveis, colossais, boçais, engraçados, impossíveis e humanos publicados na Folha de S. Paulo.
Tem coisas ali absolutamente maravilhosas, cuja maior função, além de nos fazer chorar de rir, é provar por a mais b que a arte de fazer um jornal diário passa pela ofício de limar as falhas nossas de cada dia.
Como canta Roberto Carlos, "somos seres humanos, não somos perfeitos... ainda".
Abaixo, um apanhado das 14 seções da área Antologia do Erramos:
Pérolas datilográficas
"No artigo 'A nova guerra civil', publicado à pág. 5-7 (Mais!) de 1°/10, onde se lê 'uma menina sexualmente retardada...', leia-se 'uma menina mentalmente retardada...';" (8.dez.95)
Heresias
"Diferentemente do que foi publicado no texto 'Artistas 'periféricos' passam despercebidos', à pág. 5-3 da edição de ontem da Ilustrada, Jesus não foi enforcado, mas crucificado, e a frase 'No princípio era o Verbo' está no Novo, não no Velho Testamento." (7.dez.94)
Gaiata ciência
"O quadro da edição de 9/1 de 'Ciência', referente à reportagem 'Viagra para mulher', à pág. 25 do caderno Mais!, indica erroneamente a vagina no local do ânus. No mesmo quadro, o testículo está incorretamente indicado no local do escroto." (14.mar.00)
Impropriedades literárias
"Diferentemente do publicado na pág. Especial 2 (Acontece) do último domingo (29/11), Arnaldo Jabor, e não Nelson Rodrigues, é o autor de 'Eu Sei Que Vou Te Amar'. Além disso, Rodrigues escreveu 'Vestido de Noiva' (e não 'Vestido de Noite'), e Ariano (e não Adriano) Suassuna escreveu 'A História do Amor de Romeu e Julieta'. " (1.dez.98)
A informação como ela não é
"Diferentemente do que foi publicada à pág. 1-5 (Brasil) de 6/6, o nome do prefeito de Araxá não é Geová Pereira da Costa, mas Jeová Moreira da Costa. Seu partido não é o PFL, mas o PL. O nome da secretária municipal de Educação é Romalia Porfírio, não Porfíria. O instrutor-chefe do Tiro de Guerra na cidade é o primeiro-sargento José Roberto Montandon, não tenente Montanom. O nome correto da escola municipal de Araxá é Escola Municipal Dona Gabriela. Os cerca de cem atiradores que reforçaram a segurança do presidente Fernando Henrique Cardoso na cidade não são de elite." (16.jun.95)
Proezas em língua pátria
" A peste pneumônica é transmitida por gotículas de saliva, diferentemente do que informou o texto publicado na pág. 2-10, no dia 24/09." (28.set.94)
Obs: O texto afirmava que a doença era transmitida por filhotes de perdiz. Quem editou o texto procurou um sinônimo para perdigoto, que pode significar tanto salpico de saliva como filhote de perdiz.
Proezas em língua estrangeira
"Diferentemente do que foi publicado à página 2-9 de 29 de maio, na reportagem 'Estrutura política do Brasil é um desastre', a região da Califórnia, nos Estados Unidos, onde se concentram as indústrias de computadores é conhecida como Vale do Silício." (18.jun.94)
Obs: Em inglês, Silicon Valley. Saiu publicado "Vale do Silicone".
Terminologia jurídica
"No título do alto da página 3-5 (São Paulo) de 7/7. 'Patroa é acusada de roubar empregada', a palavra 'roubar' (mediante violência) foi empregada incorretamente. O certo é 'furtar' (sem violência)." (11.jul.95)
Obs: Esse tipo de erro mereceu seis correções entre 1991 e 1996.
O que está por trás dos nomes
"O músico Carlos Santana é guatemalteco, e não mexicano, como informou reportagem à pág. 4-3 (Ilustrada) de ontem." (12.mar.96).
"Diferentemente do que informou ontem esta seção, o músico Carlos Santana é mexicano." (13.mar.96)
A dimensão das coisas
"A reunião do ministro Eliseu Resende com sua equipe durou quatro horas horas e não quatro anos, como foi publicado no caderno Brasil de 28/03." (30.mar.93)
Desserviço ao leitor
"O escritor Mario Vargas Llosa é um dos latino-americanos que participarão no dia 17 do seminário 'Europa e América 1492-1992, o Confronto de Duas Civilizações', em Turim (Itália), e não Federico García Lorca, como foi citado na edição de ontem da Ilustrada, pág. 5-2. Lorca era espanhol e morreu em 1936." (9.mai.91)
Quando um nome passa a ser um problema
"Diferentemente do que foi publicado na edição de ontem (São Paulo), a rodovia que passa pela cidade de Praia Grande chama-se Pedro Taques, e não Pedro Táxi." (20.nov.99)
Confusões histórico-geográficas
"Diferentemente do que foi publicado à pág. 1-14 (Brasil) da edição de 19/3, a Segunda Guerra Mundial começou em 1939, os EUA entraram na guerra em 1941, a Guerra dos Seis Dias foi em 1967, o presidente Richard Nixon (EUA) renunciou em 1974, Margaret Thatcher assumiu o poder no Reino Unido em 1979, o Muro de Berlim caiu em 1989, e o Iraque invadiu o Kuait em 1990." (27.set.95)
Vale mais que mil palavras
"A foto acima, publicada na seção 'Álbum d' viagem' da Revista d' de 8 de março, foi simulada por Fábio Cardoso de Almeida Filho. Ele nunca esteve no deserto de Neguev, em Israel, e a foto foi feita na praia de Santiago, no litoral norte, a 180 Km de São Paulo. A Folha errou também ao chamá-lo de artista plástico." (14.mar.92)
Divirta-se você mesmo em http://www1.folha.uol.com.br/folha/circulo/antologia_erramos.htm.
quinta-feira, 15 de janeiro de 2009
Eu já sabia!
Extra Online: Gilmar Mendes concede liberdade a Marcos Valério
Próximos episódios da série "Premonições":
- Ana Maria Braga vai recauchutar a plástica em 2009;
- Suzana Vieira vai "conhecer uma pessoa" 30 anos mais jovem e três vezes mais baixo nível no carnaval de 2009;
- Apesar das tentativas, a cocaína não conseguirá escapar do nariz de Amy Winehouse em 2009;
- Alguma nova ex-BBB vai posar nua em 2009 (eu já tenho minha preferência);
- Os juros no Brasil continuarão os mais altos do mundo em 2009;
- Gilmar Mendes, o guardião da alforria, continuará no STF em 2009;
- E muitos, muitos habeas corpus ainda serão concedidos em 2009...
Próximos episódios da série "Premonições":
- Ana Maria Braga vai recauchutar a plástica em 2009;
- Suzana Vieira vai "conhecer uma pessoa" 30 anos mais jovem e três vezes mais baixo nível no carnaval de 2009;
- Apesar das tentativas, a cocaína não conseguirá escapar do nariz de Amy Winehouse em 2009;
- Alguma nova ex-BBB vai posar nua em 2009 (eu já tenho minha preferência);
- Os juros no Brasil continuarão os mais altos do mundo em 2009;
- Gilmar Mendes, o guardião da alforria, continuará no STF em 2009;
- E muitos, muitos habeas corpus ainda serão concedidos em 2009...
segunda-feira, 12 de janeiro de 2009
Uma frase...
... do grande mestre Chico Anysio, em entrevista à Rádio Roquette Pinto hoje:
"O HUMORISTA, ASSIM COMO O JORNALISTA, NÃO TEM A OBRIGAÇÃO DE RESOLVER NADA, MAS TEM O DIREITO DE DENUNCIAR TUDO".
Tá falado.
"O HUMORISTA, ASSIM COMO O JORNALISTA, NÃO TEM A OBRIGAÇÃO DE RESOLVER NADA, MAS TEM O DIREITO DE DENUNCIAR TUDO".
Tá falado.
quinta-feira, 1 de janeiro de 2009
10 pedidos fúteis (ou não) para 2009:
1) Um Playstation 3 com a última versão do Fifa Soccer.
2) Alguém com paciência para me ensinar os truques da última versão do Fifa Soccer.
3) Pasteizinhos (dezenas deles) de queijo brie com geléia de damasco servidos como aperitivo no Rio Brasa.
4) Um (ou dois) meia(s)-armador(es) decente(s) para o Flamengo.
5) Um (ou vários) show(s) do Paul McCartney no Brasil. De preferência no Maracanã, claro.
6) A volta de "Carga Pesada" as sextas à noite. Pedro e Bino mandam!
7) Moderação aos economistas de plantão na hora de preverem quando o mundo vai acabar por causa da crise.
8) Eisenbahn Weizenbier. Em muitas, muitas garrafas.
9) Portela campeã.
10) Mengão campeão – seja na terra, seja no mar...
Entre os pedidos úteis, os de sempre: saúde para todos, paz e união na família e um pouco mais de bom-senso aos seres humanos no convívio social.
No mais, que seja um grande ano para todos nós!
2) Alguém com paciência para me ensinar os truques da última versão do Fifa Soccer.
3) Pasteizinhos (dezenas deles) de queijo brie com geléia de damasco servidos como aperitivo no Rio Brasa.
4) Um (ou dois) meia(s)-armador(es) decente(s) para o Flamengo.
5) Um (ou vários) show(s) do Paul McCartney no Brasil. De preferência no Maracanã, claro.
6) A volta de "Carga Pesada" as sextas à noite. Pedro e Bino mandam!
7) Moderação aos economistas de plantão na hora de preverem quando o mundo vai acabar por causa da crise.
8) Eisenbahn Weizenbier. Em muitas, muitas garrafas.
9) Portela campeã.
10) Mengão campeão – seja na terra, seja no mar...
Entre os pedidos úteis, os de sempre: saúde para todos, paz e união na família e um pouco mais de bom-senso aos seres humanos no convívio social.
No mais, que seja um grande ano para todos nós!
domingo, 21 de dezembro de 2008
Atchimmm... na minha casa ou na sua?
Da série "Notícias bizarras e suas manchetes maravilhosas":
BBC Brasil: Espirro pode ser sinal de excitação sexual, diz estudo
Só queria saber o que diabos um médico ganha tentando constatar esse tipo de coisa – além de ódio de quem está gripado, claro.
O próximo passo desta importante escalada da ciência moderna deve ser a comprovação de que coçar o olho esquerdo às segundas-feiras significa tendência ao adultério.
O que vai ter de neguinho com conjuntivite apanhando em casa...
BBC Brasil: Espirro pode ser sinal de excitação sexual, diz estudo
Só queria saber o que diabos um médico ganha tentando constatar esse tipo de coisa – além de ódio de quem está gripado, claro.
O próximo passo desta importante escalada da ciência moderna deve ser a comprovação de que coçar o olho esquerdo às segundas-feiras significa tendência ao adultério.
O que vai ter de neguinho com conjuntivite apanhando em casa...
sexta-feira, 12 de dezembro de 2008
A ingratidão de um pilantra
Prometi pra mim mesmo que não gastaria uma linha deste humilde espaço virtual pra falar da cafajestagem protagonizada esta semana pelo comedor de travecos. Mas não resisti.
Confesso que fiquei tentado quando vi que a revolta da Nação Rubro-Negra tinha ecoado no Velho Continente, a ponto de o Marca, principal jornal esportivo da Espanha, ter se inspirado na safadeza do Judas de Bento Ribeiro para criar uma lista com as vinte maiores traições da história do futebol.
Pois o pilantra da Praça do Ó, pra mim, é no mínimo top five da relação abaixo.
1) Figo - do Barcelona pro Real Madrid
2) Roberto Baggio - da Fiorentina pra Juventus
3) Ruggeri - do Boca Juniors pro River Plate
4) Sol Campbell - do Tottenham pro Arsenal
5) Batistuta - do River Plate pro Boca Juniors
6) Romário - do Flamengo pro Fluminense, antes passou pelo Vasco da Gama
7) Cruyff - do Ajax pro Feyenoord
8) Caniggia - do River Plate pro Boca Juniors
9) Hugo Sánchez - do Atlético de Madrid pro Real Madrid
10) Mo Johnston - do Celtic pro Glasgow Rangers, antes passou pelo Nantes
11) Tardelli - da Juventus pra Internazionale
12) Luis Enrique - do Real Madrid pro Barcelona
13) Krancjar - do Dinamo Zagreb pro Hajduk Split
14) Paul Ince - do West Ham pro Manchester United
15) Laudrup - do Barcelona pro Real Madrid
16) Aldo Serena - do Torino pra Juventus
17) Cáceres - do River Plate pro Boca Juniors
18) Denis Law - do Manchester United pro Manchester City
19) Schuster - do Barcelona pro Real Madrid
20) Gatti - do River Plate pro Boca Juniors
Fonte: http://www.marca.com/edicion/marca/futbol/internacional/es/desarrollo/1191246.html
Deixa estar, o que é dele está guardado.
Termino esse assunto (espero não mais voltar a ele) com um pensamento do meu nobre xará do Cosme Velho, um dos patronos do Blog do Oldon:
"A ingratidão é um direito do qual não se deve fazer uso"
Machado de Assis
Confesso que fiquei tentado quando vi que a revolta da Nação Rubro-Negra tinha ecoado no Velho Continente, a ponto de o Marca, principal jornal esportivo da Espanha, ter se inspirado na safadeza do Judas de Bento Ribeiro para criar uma lista com as vinte maiores traições da história do futebol.
Pois o pilantra da Praça do Ó, pra mim, é no mínimo top five da relação abaixo.
1) Figo - do Barcelona pro Real Madrid
2) Roberto Baggio - da Fiorentina pra Juventus
3) Ruggeri - do Boca Juniors pro River Plate
4) Sol Campbell - do Tottenham pro Arsenal
5) Batistuta - do River Plate pro Boca Juniors
6) Romário - do Flamengo pro Fluminense, antes passou pelo Vasco da Gama
7) Cruyff - do Ajax pro Feyenoord
8) Caniggia - do River Plate pro Boca Juniors
9) Hugo Sánchez - do Atlético de Madrid pro Real Madrid
10) Mo Johnston - do Celtic pro Glasgow Rangers, antes passou pelo Nantes
11) Tardelli - da Juventus pra Internazionale
12) Luis Enrique - do Real Madrid pro Barcelona
13) Krancjar - do Dinamo Zagreb pro Hajduk Split
14) Paul Ince - do West Ham pro Manchester United
15) Laudrup - do Barcelona pro Real Madrid
16) Aldo Serena - do Torino pra Juventus
17) Cáceres - do River Plate pro Boca Juniors
18) Denis Law - do Manchester United pro Manchester City
19) Schuster - do Barcelona pro Real Madrid
20) Gatti - do River Plate pro Boca Juniors
Fonte: http://www.marca.com/edicion/marca/futbol/internacional/es/desarrollo/1191246.html
Deixa estar, o que é dele está guardado.
Termino esse assunto (espero não mais voltar a ele) com um pensamento do meu nobre xará do Cosme Velho, um dos patronos do Blog do Oldon:
"A ingratidão é um direito do qual não se deve fazer uso"
Machado de Assis
segunda-feira, 8 de dezembro de 2008
Os gigantes: a nova ordem do futebol brasileiro



Meu avô e xará Oldon Machado, do alto da sua sapiência de anos de estrada, gostava de dizer: "Não importa quem está certo ou errado: só entre numa discussão se você tiver um bom argumento para usar". Quando se tem dez ou onze anos a frase mais parece um enigma, mas à medida que a barba cresce e as brincadeiras ficam mais sérias, dá para entender o que ele queria dizer.
Tenho pensado nisso nos últimos finais de semana, sempre após o São Paulo dar os seus sólidos e largos passos rumo a mais um título de campeão brasileiro.
Antes do argumento, vamos à discussão: a quase totalidade da crônica esportiva brasileira, dos fanfarrões das rádios AM aos renomados "pensadores", repetem desde os tempos de mil novecentos e Friedenreich que o Campeonato Brasileiro é e sempre foi o mais equilibrado do mundo, mesmo se comparado aos dos grandes centros europeus. E de onde vem o tal equilíbrio? Daquilo que eles eternamente exaltaram como sendo um "nivelamento por cima" – ou seja, da possibilidade de uma dúzia de times poder ser apontada como postulante ao título no início de cada certame.
Se pegarmos historicamente as edições dos campeonatos brasileiros desde 1971, e mesmo nos tempos do Robertão e da Taça Brasil, realmente podemos constatar certa alternância de poder entre os detentores de títulos. Se por um lado sempre tivemos os favoritos de sempre, e que realmente acabaram fazendo jus a tal honraria – cito entre eles Internacional, Corinthians, Palmeiras, Vasco, entre outros – temos times que chegaram lá apenas uma vez, às vezes desacreditando até mesmo os seus torcedores. E aqui dá para citar Botafogo, Bahia, Atlético Paranaense, Fluminense, Coritiba (tendo como vice o Bangu!)... Isso para não citar o Sport, que divide o título de 1987 com o Flamengo.
Pois a partir daqui é que começo a argumentar: o tal do "equilíbrio que só o campeonato brasileiro tem" nunca existiu, de fato, pelo lado dos times. O nivelamento e a conseqüente chance que tínhamos de ver um campeão fora dos padrões sempre veio da fórmula da competição.
A disputa no modelo de fases, que em suas mirabolantes variâncias sempre desaguava em algum tipo de mata-mata, permitia que um time medíocre numa primeira etapa ganhasse corpo e confiança numa fase seguinte, e embalasse de tal forma a conquistar a taça. O engraçado é que essa receita de crescer no final não se aplicava só aos menos cotados, mas também a times "grandes", que tinham como característica o poder do atropelo. Quem nunca ouviu a célebre frase "não deixa o Flamengo chegar que se não..." (o que era uma bobagem, pois aquele time não ganhava apenas pelo embalo, mas principalmente pela excelência).
O cenário desse tradicional nivelamento que se aflorava com o mata-mata começou literalmente a morrer em 2003, com a chegada dos pontos corridos ao Brasil. Em que pese um início com três diferentes campeões – Cruzeiro, Santos e Corinthians –, começamos a ver de forma mais clara, a partir do tricampeonato do São Paulo, um fenômeno que na cabeça e opinião deste humilde missivista se concretizará dentro de alguns anos: a segmentação entre grandes e gigantes.
E aqui entra o realmente quero argumentar.
Com a desculpa do equilíbrio de forças proporcionado pelos campeonatos em mata-mata, a crônica esportiva, e por tabela os torcedores, sempre se furtaram a questionar de maneira mais veemente quem de fato seriam os maiores entre os maiores times do Brasil. Com a conveniência de não se indispor com legiões de apaixonados país a fora, muita gente sempre colocou dentro do mesmo saco os tidos doze grandes: Fla, Flu, Bot, Vas, Cor, Pal, São, San, Cru, Atl, Int e Gre. Ou seja, aos olhos desses, é todo mundo igual e não se fala mais nisso. Os confrontos são todos clássicos. Ponto!
O problema é que os pontos corridos já começaram a mudar essa lógica, e com o passar dos anos vão mudar muito mais. Não só em função da fórmula, mas principalmente em função da fórmula, logo logo muita gente será obrigada a relativizar a real grandeza dos nossos grandes.
Partamos para um exemplo prático: em 1977, São Paulo e a Atlético Mineiro, finalistas daquele ano, eram de fato equivalentes. Ambos sem tradições internacionais, apenas um título brasileiro para cada lado (o do tricolor ganho naquela decisão), um punhado de estaduais aqui, outro ali... Enfim, dois times grandes e tradicionais.
Agora pule 31 anos e chegue em 2008. Sinceramente, dá para colocar os dois clubes na mesma prateleira? Se você não for da metade alvinegra de Minas Gerais, a resposta é evidente: não! Enquanto vimos o Galo nesse período se esmerar horrores para levantar uma única Copa Conmebol, o time do Morumbi acumulou no período três Mundiais Interclubes (sendo um da Fifa), três Libertadores, duas Recopas Sulamericanas, uma Supercopa da Libertadores, uma Copa Conmebol, seis Campeonatos Brasileiros... A discrepância é absurda, colossal, interplanetária, mas a maioria ainda se furta a colocar os pingos nos is e prefere simplesmente reduzi-los à alcunha de "grandes clubes do Brasil". Um até pode ser, mas o outro está em patamar claramente diferenciado.
A comparação mais óbvia que se pode fazer é com o futebol europeu. Lá, e em qualquer outro lugar, a segmentação entre os grandes e os gigantes é facilmente perceptível, e tem como base o critério lógico dos títulos acumulados. Estando em Paris, experimente perguntar a um francês quais os maiores times de futebol da Itália. Ele certamente não se furtará a apontar Milan, Internazionale e Juventus. Roma, Lazio? São grandes, mas notoriamente estão em outro patamar. Questione um londrino sobre os gigantes espanhóis. A chance de ser citado outro que não Real Madrid e Barcelona é perto de zero. Sonde um milanês a respeito da primeira fila do futebol inglês e ouça em alto e bom som: Manchester United, Liverpool e Arsenal. Chelsea? Grana e pompa de mais, história e títulos de menos. Também é o caso dos nossos hermanos, cuja casta maior não passa de Boca Juniors, River Plate e Independiente.
Agora eu pergunto: por que tanto temor, reticência ou rodeio quando se responde sobre quais são os times top do Brasil? Difícil? Hoje nem tanto, e daqui a alguns anos não será nem um pouco. Lá pelo Brasileirão de 2013 ou 2014 já teremos um retrato fiel da nova ordem do futebol brasileiro, na qual os grandes e tradicionais times estarão clara e evidentemente diferenciados de uma nata restrita, composta por aqueles que orbitam no seleto grupo dos líderes do futebol mundial. O São Paulo, hoje, é o único a passear nessa avenida, e certamente permanecerá nela por décadas.
Sobre os outros dois, no máximo três, a briga será para ver quem entre Santos, Corinthians, Flamengo, Palmeiras, Internacional, Grêmio, Vasco e Cruzeiro terá capacidade (em todos os sentidos) para ultrapassar a barreira da tradição e colocar-se um nível acima de todos os outros – inclusive dos grandes.
Vivamos e vejamos, pois.
terça-feira, 2 de dezembro de 2008
sexta-feira, 28 de novembro de 2008
Pela hora da morte
O efeito não era para ser exatamente esse quando o presidente eleito dos EUA, Barack Obama, conclamou ao americanos: "Comprem!":
Estadão.com.br – Funcionário do Wal Mart morre pisoteado em liqüidação
Fico imaginando a reação em geral se isso acontecesse no Brasil, mais precisamente na 25 de Março ou no Mercadão de Madureira. "Ô povinho mal-educado!" seria o mínimo.
Pois é...
Estadão.com.br – Funcionário do Wal Mart morre pisoteado em liqüidação
Fico imaginando a reação em geral se isso acontecesse no Brasil, mais precisamente na 25 de Março ou no Mercadão de Madureira. "Ô povinho mal-educado!" seria o mínimo.
Pois é...
sábado, 22 de novembro de 2008
Pra que tanta notícia?
Até pouco tempo atrás, costumava digerir meu café da manhã a caminho do trabalho sintonizando no rádio emissoras de notícias. Longe de ser um hábito, por assim dizer, recomendável. Não digo isso nem pela questão física da coisa, mas pela possibilidade de ingerir involuntariamente desgraças humanas de toda sorte pouco depois de degustar fatias de mamão e nacos de queijo. Mesmo não havendo relação direta entre uma coisa e outra, acaba sendo algo não muito animador num início de dia.
Essa semana aconteceu algo assim. Indo para o trabalho, trânsito caótico como de costume, sou abduzido pela seguinte manchete no Repórter CBN: "Menina de cinco anos é morta em subúrbio do Rio pela própria mãe. Em depoimento à polícia, ela alegou que cometeu o crime porque a criança estava possuída pelo demônio". Indigesto, não? Não há muito que comentar diante de tamanha bestialidade, a não ser dois ou três xingamentos que são tão naturais quanto o sentimento de revolta.
Eis que no dia seguinte, engarrafado em mais um trânsito caótico, após mais um café com pão, ao som da mesma CBN, o locutor traz a seguinte "informação": "Polícia encontra criança de oito anos morta no interior da Bahia. Família é suspeita de ter assassinado o menino em ritual satânico". Aí não teve jeito, eu tive que fazer como aquele sujeito que, após encontrar a mulher pela sexta vez com o amante no sofá, resolve tomar uma atitude e vende o sofá: desliguei o rádio.
---------------------------------------------------------------
Não queria terminar o post dessa maneira, dando a impressão de estar fazendo uma piadinha cretina com tragédias brutais alimentadas por fanatismos de toda ordem. No entanto, a reação imediata que eu tive ao fugir das notícias ruins, simplesmente renegando – pelo menos momentaneamente – os veículos que as divulgam, me parece uma saída honesta num momento de saturação (e olha que quem escreve essas linhas é um militante da profissão). Isso me remete àquele trecho de "Alegria, Alegria", do Caetano: "Pra que tanta notícia? / Eu vou...".
É isso. É muita notícia, muita informação sendo bombardeada por aí hoje em dia, sob a falsa tese de que "no mundo globalizado tudo é notícia e todo mundo tem que saber". Tudo o quê? E essa massificação da informação, vem a troco de quê? O que me agrega saber que uma mãe absolutamente desequilibrada mata uma filha de cinco anos motivada por alucinações diabólicas? Qual a finalidade de se saber sobre o assassinato de uma criança de oito anos, pela própria família, numa festa macabra – se não vomitar questionamentos na internet, como faço agora?
Eu simplesmente NÃO preciso dessas notícias para me sentir minimamente bem informado.
Ainda que seja uma fuga vazia, inútil – afinal, a realidade bate a nossa porta sem pedir licença –, atualmente prefiro seguir meus caminhos sem o canhão dos fatos em tempo real, e com a ilusão silenciosa de que nada de muito horripilante está acontecendo lá fora do carro. Mesmo sabendo que a sensação termina no momento em que se chega ao ponto final e partimos pra mais um dia de luta.
Vida que segue...
Essa semana aconteceu algo assim. Indo para o trabalho, trânsito caótico como de costume, sou abduzido pela seguinte manchete no Repórter CBN: "Menina de cinco anos é morta em subúrbio do Rio pela própria mãe. Em depoimento à polícia, ela alegou que cometeu o crime porque a criança estava possuída pelo demônio". Indigesto, não? Não há muito que comentar diante de tamanha bestialidade, a não ser dois ou três xingamentos que são tão naturais quanto o sentimento de revolta.
Eis que no dia seguinte, engarrafado em mais um trânsito caótico, após mais um café com pão, ao som da mesma CBN, o locutor traz a seguinte "informação": "Polícia encontra criança de oito anos morta no interior da Bahia. Família é suspeita de ter assassinado o menino em ritual satânico". Aí não teve jeito, eu tive que fazer como aquele sujeito que, após encontrar a mulher pela sexta vez com o amante no sofá, resolve tomar uma atitude e vende o sofá: desliguei o rádio.
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Não queria terminar o post dessa maneira, dando a impressão de estar fazendo uma piadinha cretina com tragédias brutais alimentadas por fanatismos de toda ordem. No entanto, a reação imediata que eu tive ao fugir das notícias ruins, simplesmente renegando – pelo menos momentaneamente – os veículos que as divulgam, me parece uma saída honesta num momento de saturação (e olha que quem escreve essas linhas é um militante da profissão). Isso me remete àquele trecho de "Alegria, Alegria", do Caetano: "Pra que tanta notícia? / Eu vou...".
É isso. É muita notícia, muita informação sendo bombardeada por aí hoje em dia, sob a falsa tese de que "no mundo globalizado tudo é notícia e todo mundo tem que saber". Tudo o quê? E essa massificação da informação, vem a troco de quê? O que me agrega saber que uma mãe absolutamente desequilibrada mata uma filha de cinco anos motivada por alucinações diabólicas? Qual a finalidade de se saber sobre o assassinato de uma criança de oito anos, pela própria família, numa festa macabra – se não vomitar questionamentos na internet, como faço agora?
Eu simplesmente NÃO preciso dessas notícias para me sentir minimamente bem informado.
Ainda que seja uma fuga vazia, inútil – afinal, a realidade bate a nossa porta sem pedir licença –, atualmente prefiro seguir meus caminhos sem o canhão dos fatos em tempo real, e com a ilusão silenciosa de que nada de muito horripilante está acontecendo lá fora do carro. Mesmo sabendo que a sensação termina no momento em que se chega ao ponto final e partimos pra mais um dia de luta.
Vida que segue...
domingo, 16 de novembro de 2008
Céu + Sol + mar + Maraca = domingo no Rio
Sugestão de som: "Praia e Sol", do Bebeto.
Praia e Sol
Maracanã, futebol
Domingo eu vou ver meu time jogar
Que maravilha essa vida maneira
---------------------------------------------------------------
É aquele cartão-postal que muitos intelectuais odeiam e torcem o nariz em se tratando de Brasil, mas que nós, cariocas, assumimos com todo o orgulho do mundo – talvez pela consciência do deslumbre incomparável do cenário que nos cerca. Esse é o Rio.
Praia e Sol
Maracanã, futebol
Domingo eu vou ver meu time jogar
Tomara que ele saiba ganhar
Se souber vai ser muito bonito
Ver de alegria o povo sorrindo
Que maravilha essa vida maneira
Tem gente ai que ainda não viu
Como é gostoso esse sol quando brilha
Iluminando esse imenso Brasil!
Com meu amor eu vou indo
A brisa fresca batendo
No lindo corpo moreno
Depois sambar sambar
Sambar, sambar, sambar
Brincar ao sol no mar
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Não há outono em Nova York, inverno em Paris ou primavera de Praga que faça frente a um autêntico dia de verão no Rio.
É aquele cartão-postal que muitos intelectuais odeiam e torcem o nariz em se tratando de Brasil, mas que nós, cariocas, assumimos com todo o orgulho do mundo – talvez pela consciência do deslumbre incomparável do cenário que nos cerca. Esse é o Rio.
segunda-feira, 10 de novembro de 2008
A primeira vez a gente nunca esquece
Estive duas vezes com Dilma Rousseff de forma "exclusiva", enquanto repórter do site CanalEnergia. Nas duas – quando do lançamento da MP que daria origem ao Novo Modelo do Setor Elétrico, em 2003, e outra logo depois, em 2004 – fui muito bem recebido por ela, de tal forma que em menos de cinco minutos caiu inteiramente por terra a armadura invisível que a envolvia na minha imaginação. As duas entrevistas foram das melhores que já fiz, renderam bem mais do que tinha pautado. O mérito foi todo dela, que falou muito e bem.
No final daquele mesmo ano de 2004 participei da bancada de entrevistadores do programa Roda Viva (TV Cultura), que tinha a então ministra de Minas e Energia no seu centro. Ao contrário das duas vezes em que visitei seu gabinete em Brasília, ali eu não estava, por assim dizer, tenso. Eu estava era apavorado! – e não tinha nada a ver com a entrevistada. O negócio era a televisão. Antes de entrar no estúdio, eu estava mais ou menos como numa ante-sala de consultório de dentista: esperando a hora de cumprir uma obrigação (com a vantagem de não ter que ouvir aquele motorzinho insuportável). O problema foi quando eu tive que entrar no consultório – neste caso, o estúdio. Ai, amigo(a), o bicho pegou.
Pra quem não é habituée da telinha, a sensação de se ver como alvo central de uma câmera é inevitavelmente desconcertante. Quando você transpõe isso para um programa ao vivo, em rede nacional, conceituado e tido como formador de opinião, estando você na posição de um fomentador de opinião, aí não é desconforto não. É tremedeira mesmo.
O resultado dessa experiência interessante do ponto de vista jornalístico, e inesquecível para o gerente deste humilde blog, pode ser conferido no excelente site Memória Roda Viva, projeto desenvolvido pela Fapesp com o objetivo de decupar o arquivo de mais de 20 anos do principal programa de entrevistas do país. Buscando por "Dilma 2004" aparece o link para o texto com a íntegra da entrevista. Neste caso, como é texto, eu indico – porque se fosse o vídeo...
O site é http://www.rodaviva.fapesp.br/. Se estiver com tempo, dê uma olhada no arqivo. Tem coisas bem legais ali.
No final daquele mesmo ano de 2004 participei da bancada de entrevistadores do programa Roda Viva (TV Cultura), que tinha a então ministra de Minas e Energia no seu centro. Ao contrário das duas vezes em que visitei seu gabinete em Brasília, ali eu não estava, por assim dizer, tenso. Eu estava era apavorado! – e não tinha nada a ver com a entrevistada. O negócio era a televisão. Antes de entrar no estúdio, eu estava mais ou menos como numa ante-sala de consultório de dentista: esperando a hora de cumprir uma obrigação (com a vantagem de não ter que ouvir aquele motorzinho insuportável). O problema foi quando eu tive que entrar no consultório – neste caso, o estúdio. Ai, amigo(a), o bicho pegou.
Pra quem não é habituée da telinha, a sensação de se ver como alvo central de uma câmera é inevitavelmente desconcertante. Quando você transpõe isso para um programa ao vivo, em rede nacional, conceituado e tido como formador de opinião, estando você na posição de um fomentador de opinião, aí não é desconforto não. É tremedeira mesmo.
O resultado dessa experiência interessante do ponto de vista jornalístico, e inesquecível para o gerente deste humilde blog, pode ser conferido no excelente site Memória Roda Viva, projeto desenvolvido pela Fapesp com o objetivo de decupar o arquivo de mais de 20 anos do principal programa de entrevistas do país. Buscando por "Dilma 2004" aparece o link para o texto com a íntegra da entrevista. Neste caso, como é texto, eu indico – porque se fosse o vídeo...
O site é http://www.rodaviva.fapesp.br/. Se estiver com tempo, dê uma olhada no arqivo. Tem coisas bem legais ali.
quarta-feira, 5 de novembro de 2008
I had a deam... and it came true!!!
terça-feira, 4 de novembro de 2008
Waldick, um animal extinto
Hoje, 4 de novembro de 2008, faz exatos dois meses que Waldick Soriano resolveu cantar seus males de amor em outros cabarés.
A data dificilmente será alçada ao panteão dos grandes acontecimentos da música brasileira, pelo simples fato de Waldick não ter sido alguém pertencente à casta do que se entende por "músico brasileiro". Waldick era um cantor exclusivo das suas próprias músicas, apenas isso. Não tinha relação direta com linhagens tradicionais do cancioneiro popular, como o baião, o samba-canção e mesmo o que se produziu na Era do Rádio. Waldick bastava-se como um autêntico bolerista apaixonado, daqueles cuja existência, em tempos de estilo cool e vozinha baixa, está mais ameaçada que rinoceronte cinza em terras africanas.
Cerca de um ano antes de pedir o chapéu e partir, El Gran Soriano foi personagem de um projeto lindo, rico e cheio de emoção (sincera) pilotado por Patrícia Pillar. O trabalho rendeu um ótimo documentário curta-metragem, um DVD e um CD – este dois últimos gerados de um show marcante realizado em Fortaleza, produzido também pela atriz. Quando se assiste ao filme ou ao registro do espetáculo, mesmo não tendo o DNA musical do astro, percebe-se de imediato a concretização de um corajoso projeto. Melhor: de uma linda homenagem.
Tanto o curta quanto o DVD evocam espontaneamente uma aura de homenagem em vida a um artista cuja percepção sobre fazer e viver de música ficou muito acima das questões tecno-mercadológicas de hoje em dia. Envolto no tradicional terno preto e devidamente protegido pelos indefectíveis óculos escuros, Waldick era capaz de externar os mais profundos sentimentos da alma masculina mirando-se sempre em histórias de final triste. Numa hora era a amada ingrata que não correspondia aos seus apelos, noutra era a paixão arrebatadora e fugaz de uma noite no bordel.
Cantor fundamental na construção da identidade verdadeiramente popular da MPB, Waldick Soriano se firmou e reafirmou como intérprete de um estilo praticamente exterminado da canção nacional: o de quem vivencia ali, em pleno palco, suas histórias de amor mal-sucedidas. A maneira forte e passional ao narrar o sentimento era o que prevalecia. O chapéu levemente caído e o olhar cafajeste, somados à voz sempre potente e marcante, moldavam um tipo raro e hoje praticamente extinto na cultura musical brasileira.
O jovem sanfoneiro baiano já havia trabalhado como garimpeiro e lavrador quando resolveu se inspirar no faroeste “Durango Kid” para incorporar a figura mítica do durão apaixonado. Patricia Pillar tomou para si o desafio de reapresentar esse personagem aos que pouco ou nada sabem dele, e o encarou da maneira mais franca possível, sem preconceitos ou estereótipos. O resultado é o retrato de um artista que não carecia de maquiagens e melindres – talvez por ter tido a exata noção das várias e inegáveis qualidades que possuía.

segunda-feira, 3 de novembro de 2008
Sintomas da tragédia
Se você é candidato a presidente da maior potência do mundo (algo trivial), há certos momentos em que a sensação de derrota é tão evidente que nem mesmo apelar para os fãs da Oprah dá mais jeito. Eis um desses sinais inexoráveis:
G1 – Para grande maioria dos uruguaios, Obama é melhor que McCain
Fontes não-oficiais ligadas ao candidato republicano garantem que ele desiste da disputa ainda nessa segunda-feira, tamanho o baque sofrido com a adesão dos cidadãos deste importante país sul-americano ao adversário democrata.
Deve ser duro segurar uma barra dessas...
G1 – Para grande maioria dos uruguaios, Obama é melhor que McCain
Fontes não-oficiais ligadas ao candidato republicano garantem que ele desiste da disputa ainda nessa segunda-feira, tamanho o baque sofrido com a adesão dos cidadãos deste importante país sul-americano ao adversário democrata.
Deve ser duro segurar uma barra dessas...
sexta-feira, 31 de outubro de 2008
Nylon
Essa eu presenciei hoje à tarde em plena Rua do Ouvidor, aqui no Centro do Rio. Acredite, aconteceu mesmo:
Figura A – Pô, o Michael (Jackson) era foda, né. Pena que sumiu...
Figura B – É mermo. Tinha outro cara dos anos 80 que também era muito foda. Putz, esqueci no nome dele...
Figura A – Qual? Prince?
Figura B – Não, era um que cantava aquela música, "Nylon".
Figura A – Como é que é, "Nylon"????? Não conheço, não.
Eu (pensando) – “Naylon”? Que porra de música é essa???
Figura B – É assim, ó: "Ou Nailon / Ou nait, Ou nait / Ou Nailon / Ou nait, ou naiiit..."
Figura A – Aaaaahhhhh, sei qual é. Maior somzão mermo...
Eu (chorando) – BRBRBRBRBRAAAAAHAHAHAHAHAHAHA!!!!!!!!!!!!!!
Pra quem não acompanhou a explicação refinada do infeliz, ele quis se referir à música "All Night Long", do Lionel Richie (se alguém ainda está perdido, clique aqui e veja o clipe).
Depois dessa, ainda sob fortes dores no abdômen de tanto rir, tive que me deleitar com um Ovomaltine do Bob's.
Afinal, hoje é sexta-feira.
E "Ou Nailon" pra você também!!!
Figura A – Pô, o Michael (Jackson) era foda, né. Pena que sumiu...
Figura B – É mermo. Tinha outro cara dos anos 80 que também era muito foda. Putz, esqueci no nome dele...
Figura A – Qual? Prince?
Figura B – Não, era um que cantava aquela música, "Nylon".
Figura A – Como é que é, "Nylon"????? Não conheço, não.
Eu (pensando) – “Naylon”? Que porra de música é essa???
Figura B – É assim, ó: "Ou Nailon / Ou nait, Ou nait / Ou Nailon / Ou nait, ou naiiit..."
Figura A – Aaaaahhhhh, sei qual é. Maior somzão mermo...
Eu (chorando) – BRBRBRBRBRAAAAAHAHAHAHAHAHAHA!!!!!!!!!!!!!!
Pra quem não acompanhou a explicação refinada do infeliz, ele quis se referir à música "All Night Long", do Lionel Richie (se alguém ainda está perdido, clique aqui e veja o clipe).
Depois dessa, ainda sob fortes dores no abdômen de tanto rir, tive que me deleitar com um Ovomaltine do Bob's.
Afinal, hoje é sexta-feira.
E "Ou Nailon" pra você também!!!
quarta-feira, 29 de outubro de 2008
E no velho e violento esporte bretão...
Globoesporte.com – Além do futebol, Rebeca Gusmão cogita se arriscar também na luta livre
Como já cunhou o ótimo Eduardo Bueno, o Peninha, ao começar a narrar a história do Grêmio: "Futebol-arte, todo mundo sabe, é coisa de veado".
Taí a Rebequinha pra confirmar a tese. E estamos conversados!
Como já cunhou o ótimo Eduardo Bueno, o Peninha, ao começar a narrar a história do Grêmio: "Futebol-arte, todo mundo sabe, é coisa de veado".
Taí a Rebequinha pra confirmar a tese. E estamos conversados!
domingo, 26 de outubro de 2008
Paz (e juízo) para Paes. E Senado para Gabeira!

Não, não votei em Fernando Gabeira para prefeito em 2008 – embora esse mesmo Gabeira tenha tido o meu voto para deputado federal ao longo da minha vida de eleitor (1994, 1998, 2002 e 2006). Incoerência, contradição? Não vejo dessa forma. Encaro uma eleição majoritária de maneira muito distinta de um pleito proporcional. Acho que existem, sim, políticos mais talhados e hábeis para o trâmite de congressos e câmaras do que para missões administrativas.
Também não acho que isso tenha necessariamente a ver com "experiência", se o sujeito já ocupou ou não algum cargo executivo. Acho que tem a ver com perfil mesmo. Gabeira é um desses que me parece ter maior desenvoltura para o Legislativo. Eduardo Suplicy, por exemplo, é outro. Ambos são idôneos, gabaritados e hoje em dia quase inatacáveis por suas trajetórias e suas posturas, mas não os vejo como líderes administrativos na vida pública. Em se tratando de Rio e São Paulo então...
Por outro lado, sempre vi em Eduardo Paes alguém mais capaz de descascar o abacaxi tamanho Maracanã que é pilotar o Rio de Janeiro pós-César Maia. A cidade chegou a tal ponto de abandono, e seu atual gestor a tal nível de negligência, que a única coisa não apropriada neste momento – na minha modesta e humilde opinião – era apostar num enigma. Gabeira como prefeito, para mim, era uma figura enigmática.
E Paes? Tendo passado pela Subprefeitura da Barra e Jacarepaguá, Secretaria Municipal de Meio Ambiente e, posteriormente, de Esporte e Turismo, acho que ele tem bagagem como gestor e pode, de fato, atuar como um líder na reconstrução da cidade. Reconstrução, diga-se de passagem, serve para designar tudo: de conservação do patrimônio e da ordem pública, como tapar os milhares de buracos nas ruas, à aplicação de alguma política (uma só, que seja) de ocupação habitacional. Sim, falo das favelas.
A verdade é que estamos num clima de "pior que isso não dá". O Rio de Janeiro não pode mais se permitir perder tanto como vem perdendo, sob pena de não conseguir se sustentar como cidade. A chegada de Eduardo Paes pode mudar o rumo dessa prosa, e acredito que vá realmente mudar, pra melhor.
E, desde já, torço muito para que vingue a campanha "Gabeira senador 2010". Meu voto, nesse caso, ele certamente terá.
Também não acho que isso tenha necessariamente a ver com "experiência", se o sujeito já ocupou ou não algum cargo executivo. Acho que tem a ver com perfil mesmo. Gabeira é um desses que me parece ter maior desenvoltura para o Legislativo. Eduardo Suplicy, por exemplo, é outro. Ambos são idôneos, gabaritados e hoje em dia quase inatacáveis por suas trajetórias e suas posturas, mas não os vejo como líderes administrativos na vida pública. Em se tratando de Rio e São Paulo então...
Por outro lado, sempre vi em Eduardo Paes alguém mais capaz de descascar o abacaxi tamanho Maracanã que é pilotar o Rio de Janeiro pós-César Maia. A cidade chegou a tal ponto de abandono, e seu atual gestor a tal nível de negligência, que a única coisa não apropriada neste momento – na minha modesta e humilde opinião – era apostar num enigma. Gabeira como prefeito, para mim, era uma figura enigmática.
E Paes? Tendo passado pela Subprefeitura da Barra e Jacarepaguá, Secretaria Municipal de Meio Ambiente e, posteriormente, de Esporte e Turismo, acho que ele tem bagagem como gestor e pode, de fato, atuar como um líder na reconstrução da cidade. Reconstrução, diga-se de passagem, serve para designar tudo: de conservação do patrimônio e da ordem pública, como tapar os milhares de buracos nas ruas, à aplicação de alguma política (uma só, que seja) de ocupação habitacional. Sim, falo das favelas.
A verdade é que estamos num clima de "pior que isso não dá". O Rio de Janeiro não pode mais se permitir perder tanto como vem perdendo, sob pena de não conseguir se sustentar como cidade. A chegada de Eduardo Paes pode mudar o rumo dessa prosa, e acredito que vá realmente mudar, pra melhor.
E, desde já, torço muito para que vingue a campanha "Gabeira senador 2010". Meu voto, nesse caso, ele certamente terá.
sexta-feira, 24 de outubro de 2008
A Fênix do Abaeté voltou. Dá-lhe negão!
Ó paí, ó! Fui eu duvidar da capacidade do Anjo Negro da Gávea (ver o post do dia 20 de outubro) e, logo no jogo seguinte, qual uma Fênix do Abaeté, envolto no abadá sagrado benzido pelos Orixás da bola, ele voltou em grande estilo ao tapete verde do Maraca.Se ligue aí, meu rei! Obina, de fato, tem uma relação íntima com o tal do efeito-sanfona, não só pela sua luta de Hércules contra a balança, mas também quando precisa chegar junto da redonda e chamá-la de meu bem. Às vezes é um parto, e um simples domínio ou passe se transforma numa missão. Outras vezes, como na partida contra o Coritiba, o bicho se transforma e encarna um guerreiro dos bons, daqueles que lutam o tempo inteiro nos dois tempos, lançam, avançam, driblam e marcam - gols, que fique claro.
Espie só, negão: prometo que se você continuar assim pelos próximos sete jogos eu te pago um acarajé com pimenta no Largo do Rio Vermelho, em pleno sábado de carnaval.
Axé, babá!!!
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